Kómus
A Cia. Kómus de Comédia, como todo grupo de teatro de humor, surgiu de uma gostosa brincadeira de alguns participantes do Cursinho Comunitário Pimentas. Foi em 2007 quando o Zé (José Honorato, o preguiçoso mais ativo e colaborativo do mundo), juntamente com outras pessoas, teve a ideia de dramatizar uma das obras literárias cobradas na Fuvest e torná-la mais atraente para os vestibulandos, e mostrar que a obra ia além do simples livro que você tem que ler para passar no vestibular e não mais considerado vagabundo. O texto escolhido foi “O Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente. A intenção era a de apresentar essa peça no Sarau Cultural dos Pimentas que é realizado no mês de julho de cada ano, no Teatro Adamastor do Bairro dos Pimentas que fica dentro do campus Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo.
Ideia na cabeça. Pessoas empolgadas para participar. Mas quem vai escrever uma boa atualização desta peça? Quem vai tornar a linguagem mais acessível e as personagens mais próximas do cotidiano? Foi ai que surgiu o convite para o professor e escritor Mauro Marcel, autor da coletânea de contos “A divina tragicomédia humana”, participar. Ele aceitou e gostou tanto da ideia que além de escrever outras peças, fez questão de atuar e dirigir.
“O Auto da Barca do Inferno” contou com a participação de vários integrantes do cursinho incluindo professores e alunos. Foi o suficiente para que surgissem duas novas tradições no cenário cultural de Guarulhos: O Sarau Cultural e a apresentação anual da Kómus, que foi convidada naquele mesmo ano a fazer um “repeteco” quatro meses após a primeira encenação, lotando mais uma vez o Teatro Adamastor do Pimentas, que não é o principal teatro da cidade de Guarulhos, além de se situar em uma região com pouco costume de prestigiar espetáculos teatrais.
A partir do ano seguinte, o grupo começou a profissionalizar-se. Adotou o nome “Kómus”, que em grego remete a “festa popular” e de onde vem o termo “comédia”, firmando-se assim como um grupo sério (?) de humor. Reduziu o número de integrantes, que começava a ser fixo e permanente e passou a investir não só no treinamento dos atores, como também na qualidade do texto e na valorização do pessoal que não aparece em cena, mas é essencial à nossas apresentações: maquiadora, iluminadora e contra-regra.
Para o Sarau daquele ano foi adaptado pelo prof. Mauro o texto “A Casa Errada” de Artur Azevedo. Novamente um sucesso, novamente uma reapresentação, novamente casa lotada (nas DUAS apresentações seguintes)
Em2009 a Kómus resolveu apresentar um texto completamente inédito, “O Selo da Preguiça”, baseado na tradição das farsas da literatura em língua portuguesa (Gil Vicente e Ariano Suassuna, por exemplo). Na apresentação desse ano a inovação ficou por conta das apresentações musicais no início, no meio e no fim da peça Apesar dessa inovação, uma tradição continua viva nas encenações da Kómus: Os aplausos sinceros, prolongados e efusivos, bem como a promessa de reapresentação
Além das peças o grupo também se arriscou em brincar em outras artes como o curta metragem mudo “A Mulé Dama e o Vagabundo”(disponível no You Tube). Este vídeo marca o inicio de outros projetos que ainda estão por vir, como por exemplo o curta “O Cômodo mais cômodo” que está em produção. Uma adaptação feita do conto com mesmo nome do livro “A divina tragicomédia humana” do prof. Mauro Marcel.
No último Sarau Cultural dos Pimentas estreou a peça “Encruziada”. Inspirada na obra de William Shakespeare, a peça mostra uma grande evolução do grupo, principalmente no uso e desenvolvimento do cenário, além de contar com músicos no palco fazendo a trilha sonora da peça ao vivo. E assim caminha a Kómus, um grupo que procura ser sempre diferente para agradar do mesmo jeito.


